Cigarettes In Hell


os últimos cinco anos…
03/11/2010, 4:33 am
Filed under: dúvidas, Divagações, Qualquer coisa

60 meses, 1825 dias, cinco anos a mais. 21 anos e dez meses.
fim da escola, três faculdades inacabadas, um namorado, 1 decepção amorosa e 4 empregos.
1 depressão, os 4 mesmos amigos de verdade e uns 30 amigos novos.
90% mais trabalho, 70% mais diversão e 80% menos brigas.
19 shows grandes, milhares de shows de bandas que poucas pessoas conhecem.
muito dinheiro gasto em cerveja, roupas, cosméticos, livros, dvd’s, anticoncepcionais, naridrin, cigarro e coca cola.

70% a mais de paciência, 30%  a mais de habilidade para entender certas coisas, 50% a mais de consciência política,
10% a mais de inteligência para administrar o meu dinheiro, 60% a mais de egoísmo.

80% menos planos, 40% mais praticidade.

duas tatuagens, um piercing bem sucedido.
cabelo vermelho, castanho e loiro.
43 kilos, caça número 36 e sutiã m (por menos que pareça), 4 cm a mais na minha cintura.
sem aparelho. 3 cabelos brancos que já foram cobertos de tinta.

saldo total: mais inteligente, mais bonita, mais amigos, menos dinheiro, mais trabalho, mais preocupações, mais responsabilidade, menos amor, mais decepções.
coisas boas: 4
coisas ruins: 5

acho que tô quase chegando no meio termo.
levando em conta que não posso me livrar das preocupações, das responsabilidades e das decepções das duas uma:
ou eu fico rica ou arrumo um namorado.

não sei o que é mais difícil.



sobre reclamações
18/02/2010, 3:00 am
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Eu sei, eu sei que é chato ouvir alguém reclamando de qualquer coisa. Existem vários tipos de reclamações, as com fundamento, as sem fundamento, as necessárias e aquelas que na verdade não são nada mais que um desabafo.

Reclamar também vai contra toda essa onda new wave de “The Secret”, lei da atração e blá, blá, blá… Mas eu também acho que não reclamar de algo que não está de acordo na sua vida é meio que uma forma de se conformar… sei lá, não é ser realista! Lógico que também não adianta reclamar e não fazer nada pra mudar e tal…  O que eu vejo como vantagem em reclamar é que faz com que a gente tenha noção do que está acontecendo e consiga analisar as coisas.

Últimamente, eu não tenho reclamado.



ciclo sem fim (tipo a música do rei leão mesmo!)
10/02/2010, 5:55 am
Filed under: Divagações

se teve uma coisa que eu aprendi nos meus poucos vinte e um anos de vida é que tudo é um ciclo. a vida é cíclica e querendo ou não, apesar das diferentes circunstâncias, as coisas acabam se repetindo.

aprendi também que talvez eu nunca encontre alguém que seja tão legal quanto eu. prepotência? talvez. na verdade acho que aprendi a dar valor a mim mesma depois de muito tempo me sentindo um lixo, mesmo sabendo ao contrário. descobri que o modo como me cobro e todo o meu sistema defesa é um tanto quanto doentio. preciso de motivação o tempo todo e sempre acho tudo muito simples e fácil, pois na verdade as coisas são realmente desse jeito. imbecis que complicam tudo o máximo possível…

como comentei com um amigo hoje, não ligo para orgulho e prepotência. aliás, são características que me agradam assim como ironia e sarcasmo, por mais repugnantes que possam ser. é só saber usar, se houver bom senso tudo bem.

ok, 2010 começou com um belo chute na minha bunda, até agora tudo anda meio surreal e na verdade, acho que ainda não caiu a ficha de tudo que aconteceu. aprendi a encarar os problemas com mais calma pois no final, tudo se resolve de qualquer jeito.

that’s all.

p.s: tô viciada em sexy and the city concordo com 60%  do que a Carrie Bradshaw diz, mesmo assim, continuo achando que as mulheres são burras, imbecis e más. porém agora, estou aprendendo a me conformar e lhe dar com a minha natureza. i’m bad to the bone! hahaha



cala a boca, bruna #1
12/01/2010, 3:31 am
Filed under: cala a boca bruna, Divagações, Qualquer coisa

I’ve been making a list of the things they don’t teach you at school. They don’t teach you how to love somebody. They don’t teach you how to be famous. They don’t teach you how to be rich or how to be poor. They don’t teach you how to walk away from someone you don’t love any longer. They don’t teach you how to know what’s going on in someone else’s mind. They don’t teach you what to say to someone who’s dying. They don’t teach you anything worth knowing.

Neil Gaiman



life goes on…
12/01/2010, 2:57 am
Filed under: Divagações, Qualquer coisa

Mais uma vez me encontro na mesma situação, parece que é 2007 denovo. A sensação que eu tenho é que no final vai ser tudo a mesma coisa… diz aí, Noel.

Sing a sad song
In a lonely place
Try to put a word in for me
It’s been so long
Since I found this place
You better put in two or three
We as people, are just walking ‘round
Our heads are firmly fixed in the ground
What we don’t see
Well it can’t be real
What we don’t touch we cannot feel

Where we’re living in this town
The sun is coming up and it’s going down
But it’s all just the same at the end of the day
And we cheat and we lie
Nobody says it’s wrong
So we don’t ask why
Cause it’s all just the same at the end of the day
We’re throwing it all away
We’re throwing it all away
We’re throwing it all away at the end of the day

ALWAYS THE SAME!
nem me deprimo mais hahaha



talkin about my generation.
03/11/2009, 12:33 am
Filed under: Divagações

Nascemos em meio ao caos. Quando tudo mudava, quando muros caíam, quando mais uma guerra sem motivo acontecia, quando a economia passava por seu pior momento. Enquanto pessoas pintavam o rosto de verde e amarelo para depor um presidente corrupto e a internet começava a dava seus primeiros passos.

Em meio a tudo isso, o oxigênio entrava pelos nossos pulmões pela primeira vez. Todo o glamour tornara-se decadente, toda alegria virara melancolia. E nós ainda éramos crianças.

Tivemos tudo o que queríamos, nos desinteressamos pelo mundo. Frequentamos psicólogos ainda muito novos, envelhecemos mentalmente. Escolhemos não nos envolver, nos tornamos individualistas. As informações foram enfiadas guela abaixo, sem nos dar chance de escolher. Reclamamos de tudo e de todos, do mundo.

No entanto, tentamos consertar estragos. Somos conscientes, muito mais do que qualquer outra geração. Não temos uma causa e chamam-nos de rebeldes. Crescemos na transição do mundo, de uma era, de um milênio. E agora, quem somos?

Disputamos vagas de emprego com pessoas que poderiam ser nossos pais. Nos tornamos chefes ao vinte anos. Nos fins de semana bebemos, dançamos, ouvimos músicas e tentamos fugir da realidade. Tudo para esquecer do caos cotidiano.

Terminamos a faculdade e não sabemos o que fazer. É mais uma fase que acaba sem ao menos terminar. Vivemos rápido demais e tudo ao mesmo tempo para tentar acompanhar o mundo, evoluir com ele.

Somos uma aposta. Nosso destino já foi traçado pelas gerações anteriores. Presenciamos o caos, vivemos na sujeira. Precisamos salvar o mundo mas não acreditamos em Deus nem em super-heróis.

Essa é a geração das falsas esperanças e da decadência. E ainda assim, somos brilhantes.



Hoje
13/06/2009, 3:23 am
Filed under: Divagações, Qualquer coisa
hoje.

hoje.

Hoje eu trabalhei das nove as seis e meia, saí do trabalho e enquanto lia um livro do woody allen que comprei de manhã no metrô, ouvia The Verve e ao mesmo tempo pensava no quão injusto é o mundo. Depois de muito pensar e não chegar a conclusão nenhuma, resolvi fechar o livro e apenas observar as pessoas. Notei uma falsidade, ou até mesmo uma infelicidade no ar. Primeiro porque é dia dos namorados, e na minha opinião não existe data mais falsa no mundo. Acho vazio e chato, parece uma obrigação e não tem fundamento. Digo, é muito mais real quando temos  um namorado e comemoramos  aniversários, natal, ano novo  do que o dia dos namorados. Admiro os casais que não trocam presentes. A parte da infelicidade é porque das pessoas que pegaram o metrô no mesmo vagão que eu, só alguns adolescentes pareciam felizes, as outras – inclusive eu- pareciam  cansadas e nervosas demais por terem trabalhado na emenda do feriado.

Eu trabalhei no feriado, não estava feliz mesmo. Saí do metrô depois de muito observar e não chegar a nenhuma conclusão proveitosa. Passei no camelô e incentivei a pirataria comprando três filmes por dez reais. Ok, foi para compensar os cinquenta reais que gastei em dois filmes (que nem lançamento são!) encontrados por essa que vos fala na americanas ontem.

Comi pizza, assisti Marley & Eu, chorei que nem criança e resolvi vir escrever os acontecimentos mais interessantes do meu dia.

Há alguns anos, imaginava minha vida aos vinte um tanto quanto diferente. Mas sei lá, acho que estou gostando…